Existem diversas ferramentas de controle social, combate ao desperdício e à corrupção. São iniciativas de pessoas e grupos que transformaram sua indignação em ação, fazendo com que o dinheiro tirado pelos impostos tenha o destino proposto inicialmente. Vale a pena conhecê-los.
Conheça 3 delas, e faça parte direta ou indiretamente.

Integrado por empresários, profissionais, professores, estudantes, funcionários públicos e outros cidadãos que, voluntariamente, entregam-se à causa da justiça social, o Observatório Social do Brasil realiza, por exemplo, o monitoramento das compras públicas em nível municipal, desde a publicação do edital de licitação até o acompanhamento da entrega do produto ou serviço, de modo a agir preventivamente no controle social dos gastos públicos.
Você pode integrar o Observatório Social da sua cidade e contribuir com a iniciativa.
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Rosie descobriu, 3.553 casos suspeitos envolvendo a cota parlamentar dos deputados federais de todo o país.
Rosie é um robô, um software criado por oito desenvolvedores de Brasília para fiscalizar as despesas dos deputados com as cotas parlamentares. A ferramenta cruza informações das notas apresentadas para reembolso com outras, como as da Receita Federal, a presença em plenário, a localização e as característica do lugar onde a compra foi feita.
A Operação Serenata de Amor é projeto de tecnologia que usa inteligência artificial para auditar contas públicas e combater a corrupção. A ideia surgiu do cientista de dados Irio Musskopf, ao perceber que ainda existiam muitas brechas no uso de tecnologia para fiscalizar gastos de parlamentares.
O projeto, iniciado de um crowndfunding de R$ 80 mil, recebe doações mensais de voluntários. Você pode apoiar através pelo apoia-se do projeto.
Você pode acompanhar o desenvolvimento do projeto através do site https://medium.com/data-science-brigade que publica relatórios quinzenais com as novas descobertas da Rosie.
OPS – Operação Política Supervisionada

Coordenada por Lúcio Big, a Operação fiscaliza de forma detalhada os gastos realizados via CEAP ou CEAPS. Até o momento já foram economizados mais de R$ 5,5 milhões do dinheiro público graças a estas fiscalizações e às exigências feitas diretamente aos parlamentares para que devolvam o dinheiro público indevidamente utilizado.
A OPS conta com a ajuda de seus colaboradores, espalhados pelo Brasil, para o levantamento de informações necessárias para a conclusão de fiscalizações, como por exemplo, o envio de fotos de endereços suspeitos em diversas cidades do país.
O Projeto também é custeado através de doações voluntárias de pessoas que vêem, em ações como esta, a diferença sendo feita e o dinheiro público tendo o destino correto.