Mantido o cenário apontado hoje nas pesquisas de intenção de voto, é possível que 6 capitais precisem de apenas um turno para definir seus prefeitos. São elas: Belo Horizonte(MG), Campo Grande(MS), Curitiba(PR), Florianópolis(SC), Natal(RN) e Salvador(BA).
Em 2016, foram oito capitais definidas em primeiro turno. Nota-se uma grande força dos prefeitos que buscam a reeleição nas capitais que devem se definir no próximo domingo (15), já que em cinco das seis cidades quem deve vencer são os atuais prefeitos que tentam a reeleição.
Como os parlamentares que são candidatos se posicionaram nas principais votações?
Mesmo em Salvador, onde o prefeito ACM Neto (DEM) não tenta a reeleição, quem lidera é o seu candidato, o vice-prefeito Bruno Reis (DEM). O destaque nessas capitais é Belo Horizonte, onde o prefeito Alexandre Kalil (PSD), se confirmadas as projeções das pesquisas, deve conquistar um novo mandato com cerca de 70% dos votos válidos, provavelmente a votação mais expressiva do país. Mesmo estando distante o pleito de 2022, a força eleitoral de Kalil deve cacifá-lo para disputar o governo de Minas Gerais contra o governador Romeu Zema (Novo). Outro destaque nas capitais que devem se definir em primeiro turno é o desempenho do DEM na Região Sul. O partido deve vencer em duas das três capitais sulistas: Curitiba e Florianópolis. A tendência é que o DEM saia bastante fortalecido deste pleito. Além das prováveis vitórias em Curitiba, Florianópolis e Salvador, o partido é o favorito para conquistar a prefeitura do Rio de Janeiro.
Em Recife, devemos ter um dos pleitos mais acirrados do país. O deputado federal João Campos (PSB) deve ocupar uma vaga no segundo turno. Marília Arraes (PT), Delegada Patrícia (Podemos) e Mendonça Filho (DEM) disputam a outra vaga. No Nordeste, outra disputa apertada ocorrerá em Fortaleza. Apoiado por Ciro Gomes, José Sarto (PDT), o favorito, deverá estar no segundo turno. Capitão Wagner (PROS) e Luizianne Lins (PT) brigam pela outra vaga no segundo turno. Um aspecto a ser ressaltado é a tendência ao continuísmo. Dos sete prefeitos que disputam a reeleição, apenas Marcelo Crivella não deve chegar ao segundo turno. Também vemos um revés dos chamados outsiders. À exceção de Alexandre Kalil (Belo Horizonte), Josiel Alcolumbre (Macapá), Minoru Kinpara (Rio Branco) e Alfredo Gaspar (Maceió), nenhum dos demais nomes da chamada “antipolítica” lidera pesquisas de intenção de voto a uma semana do primeiro turno.
Mas as maiores atenções estarão voltadas para São Paulo e no Rio de Janeiro, as duas principais capitais do país. Em São Paulo, o prefeito Bruno Covas (PSDB), que tenta a reeleição e é o favorito, deverá estar no segundo turno. A incógnita é o seu adversário. Três nomes estão no páreo: Celso Russomanno (Republicanos); Guilherme Boulos (PSOL); e Márcio França (PSB).
Confira as entrevistas dos candidatos à prefeitura de SP
No Rio de Janeiro, uma das vagas no segundo turno deve ser do ex-prefeito Eduardo Paes (DEM). A outra vaga está sendo disputada pelo atual prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e a delegada Martha Rocha (PDT). Embora Paes seja o favorito, um segundo turno contra Martha Rocha seria mais difícil para ele em virtude da baixa rejeição da candidata. Russomanno e Crivella, que são os candidatos mais rejeitados nessas capitais, apostam na vinculação com o presidente Jair Bolsonaro para chegar ao segundo turno.