Em 24 de agosto de 2020, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apontou a deputada Flordelis (PSD/RJ) como mandante do assassinato de seu marido, o pastor Anderson do Carmo, morto em junho do ano passado, dentro da própria casa, em Niterói (RJ). Desde o indiciamento, a produção legislativa da deputada despencou, mas os gastos de seu gabinete, não.
O único ato legislativo formal feito pelo gabinete da deputada desde o fim de agosto foi a subscrição de um requerimento para a criação da Frente Parlamentar Mista pelo Fortalecimento do SUS, apresentado no dia 2 de setembro pelo deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA). A deputada participou também de votações.
Mesmo durante a pandemia, mas antes da conclusão da investigação policial, o gabinete estava mais ativo: entre meados de março e o dia 24 de agosto, foram 13 atos entre propostas de projetos de lei, resoluções e indicações.
Além da baixa produção legislativa, o silêncio: no período pós-indiciamento, a deputada fez um único discurso, durante um debate virtual sobre violência contra mulheres na política, realizado no dia 18 de setembro. Na ocasião ela disse ser inocente.