O estudo global Edelman Trust Barometer 2020 revela que a confiança subiu em todas as instituições no Brasil. Considerando o público total, a confiança aumentou 9 pontos no Governo (agora com 37%); 6 nas Empresas (64%); 3 na Mídia (44%) e 2 nas ONGs (59%). Com isso, o índice geral (51) saltou 5 pontos, tirando os brasileiros da condição de “desconfiados” e os posicionando como “neutros” – o que não ocorria desde 2016. Das quatro instituições, no entanto, apenas as Empresas são consideradas confiáveis pelos brasileiros – as ONGs são neutras e a Mídia e o Governo são classificadas pelos respondentes como não confiáveis. Vale ressaltar ainda que há uma diferença de 11 pontos no nível de confiança entre a população geral (49) e o público informado (60), mostrando um país dividido pela desigualdade.
Realizado pela Edelman, o estudo, que completa duas décadas neste ano, ouviu mais de 34 mil pessoas em 28 países. Apesar do aumento da confiança, o estudo mostra que os brasileiros estão preocupados com o futuro. 86% dos entrevistados no Brasil têm medo de perder o emprego, especialmente por falta de qualificação e competência (68%), da recessão iminente (67%) e da economia baseada em mão de obra freelancer (64%).
Quanto custam para a população os 5.570 municípios do Brasil?
No Brasil, nenhuma instituição é vista como competente e ética ao mesmo tempo: as ONGs são consideradas éticas; as Empresas são consideradas competentes e o Governo e a Mídia, nem competentes, nem éticos. “Sendo a única instituição vista como competente, as empresas têm oportunidades e responsabilidades de agir como catalisadoras de mudanças.
Outros destaques do Edelman Trust Barometer 2020 no Brasil:
– 70% acreditam que eles e suas famílias estarão melhores em cinco anos (contra 74% no ano passado)
– As empresas familiares (71%) são mais confiáveis do que as privadas (68%), públicas (65%) e estatais (41%).
– A confiança caiu em todos os setores da economia, com destaque para Transporte (55%), Educação (60%), Moda (64%), Bens de Consumo (65%) e Alimentos e Bebidas (72%) – todos perderam 6 pontos em relação ao ano anterior.
– Na visão dos brasileiros, as mídias mais confiáveis são as plataformas de busca (70%), mídias tradicionais (56%) e mídias próprias (54%).
– No Brasil, os porta-vozes mais confiáveis são “uma pessoa como você” (77%), especialista técnico da empresa (75%) e especialista acadêmico (73%) e os menos críveis são autoridade do governo (27%), jornalista (38%) e representante de ONG (44%).