A Justiça Eleitoral Brasileira está estudando uma forma de banir o Telegram (aplicativo de mensagens) do Brasil durante as eleições deste ano. De acordo com o TSE o objetivo é diminuir a disseminação de Fake News.
Considerada atualmente por especialistas a fronteira mais fértil para a desinformação a plataforma tem sido alvo de ameaças de censura após o desinteresse do programador russo Pavel Durov, criador do Telegram, em dialogar com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso.
Como a empresa não possui escritório no Brasil, Barroso sugeriu que o encontro ocorra com algum representante da plataforma para estabelecer contato entre o TSE e o Telegram e avaliar possíveis ações a serem adotadas, porém não está obtendo retorno.
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No documento emitido pelo Tribunal, o presidente do TSE ressalta que o Telegram é um aplicativo de mensagens de rápido crescimento no Brasil, estando presente em 53% de todos smartphones ativos disponíveis no país. No entanto, é por meio do aplicativo que muitas teorias da conspiração e informações falsas sobre o sistema eleitoral estão sendo disseminadas sem qualquer controle. E, por isso, o interesse do Tribunal em censurar a plataforma. O Tribunal Superior Eleitoral exerce função jurisdicional e administrativa no processo eleitoral. Ou seja, é responsável não apenas por fornecer decisões finais sobre litígios eleitorais, mas também por organizar e conduzir as eleições no Brasil.