De acordo com uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) e de universidades de Iowa e do Sul da Califórnia o Brasil tem o segundo Congresso mais caro do mundo ficando atrás apenas do Estados Unidos.
O estudo mostra que cada um dos 594 parlamentares (513 deputados e 81 senadores) custa o equivalente a pouco mais de R$23,8 milhões de reais por ano. Parlamentares americanos custam em média U$8,8 milhões de dólares/ano.
O número total de representantes no parlamento guarda alguma proporcionalidade de acordo com o tamanho da população. Ou seja, na teoria quanto mais populoso é o país, maior será seu Legislativo. Mas e na prática?
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Segundo reportagem da BBC News o Brasil tem uma população de 209,3 milhões de habitantes e é a nação mais populosa da América Latina. Em relação ao número de deputados federais o Brasil não é o primeiro na posição ficando em terceiro lugar perdendo para o México com 628 e Cuba com 605 deputados.
Em relação aos países europeus o Brasil também perde no quantitativo de parlamentares. Na Itália, por exemplo, existem 950 parlamentares, na Alemanha 778 e no Reino Unido mais de 1,4 mil representantes do povo. Os três países citados possuem populações muito menores que a brasileira.
Na Ásia, os países com legislativos maiores que o brasileiro inclui Japão (704), Índia (779), Mianmar (654) e China (2.980). Já os Estados Unidos possuem uma população maior que a brasileira, de 325 milhões, mas um Congresso menor, com 535 integrantes apesar de gastar mais.
Como é possível perceber mesmo não sendo um dos países com o maior número de deputados e senadores o Brasil gasta um valor elevado para manter o Legislativo brasileiro. Por isso, o cidadão tem um papel de suma importância na fiscalização de seus eleitos. Acompanhar o trabalho que está sendo executado pelos parlamentares em cada estado é um ato de civilidade e controle.
Fique de olho!
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Saiba como cada parlamentar gasta:
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Câmara dos Deputados:
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Senado:
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TSE
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), “a Lei da Transparência (LC 131/2009), alterou a redação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000) no que se refere à transparência da gestão fiscal. A norma determina a disponibilização, em tempo real, de informações detalhadas sobre a execução orçamentária e financeira da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Cada um desses locais tem de disponibilizar na internet um portal de transparência para informar à população todos os gastos e investimentos feitos com o dinheiro público.
Além disso, o cidadão tem lugar reservado nas sessões plenárias e audiências públicas de cada Câmara Municipal ou da Câmara Federal, onde se discutem e se aprovam as leis. Para quem não pode comparecer às sessões, algumas Câmaras possuem sites, jornais, panfletos e até canais de televisão municipais, por meio dos quais é possível acompanhar as reuniões do Legislativo.
O eleitor pode, ainda, escolher se informar pelos veículos de comunicação que preferir, dentre uma grande variedade de editorias de imprensa”.