Governo quer isentar de Imposto de Renda investimento estrangeiro em renda fixa corporativa

     Em um momento em que o dólar ganha força frente ao real e o aperto monetário americano aumenta, diminuindo a atratividade de economias emergentes, o governo brasileiro pediu ao Congresso Nacional a isenção de Imposto de Renda ao investimento estrangeiro em renda fixa corporativa, no Projeto de Lei do Marco das Garantias, como forma de estimular a entrada de capital gringo.

     A renda fixa corporativa inclui debêntures, que são títulos de dívida de companhias, debêntures incentivadas, papéis do mercado de crédito privado, Certificado de Recebíveis Imobiliários, CRI, e Certificado de Recebíveis do Agronegócio, CRA.

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      Com a lei atual, o Imposto de Renda está isento para investimento estrangeiro em renda variável e títulos públicos. Para representantes do Ministério da Economia, a inclusão da renda fixa corporativa na cesta de isenção teria impacto para as empresas, reduzindo o custo de captação e, assim, aumentando a demanda pelos papéis.

Política monetária

     Se por um lado, a alta da taxa básica de juros torna os rendimentos de renda fixa em geral mais atrativos, por outro, o aperto monetário americano pode ser um balde de água fria. A incerteza sobre os juros americanos gera cautela nos investidores, que perdem o apetite pelas economias emergentes, alertou a economista-chefe da Claritas, Marcela Rocha, em entrevista à Mover na terça-feira.

     Ontem, o Banco Central do Brasil elevou a taxa Selic a 12,75% ao ano, aumento de 100 pontos-base, em linha com a expectativa do mercado. A autoridade monetária sinalizou nova alta, mas de menor magnitude, na reunião em junho. Também ontem, o Federal Reserve, banco central americano, elevou a taxa Fed Funds em 50 pontos-base, acelerando o aperto, para o intervalo de 0,75% a 1,00%.

     Os contratos futuros de juros fecharam em alta de até 30 pontos-base. Em entrevista ontem à TC Rádio, o economista-chefe da Terra Investimentos, João Maurício Rosal, afirmou que o comunicado da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central foi um pouco mais duro do que o precificado na curva de juros futuros.

Fonte: Valor Econômico

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