Privatização da Eletrobras confirmada e governo não será mais controlador

     A Eletrobras anunciou na última quinta-feira (09) após o fechamento da bolsa que finalizou o processo de capitalização com o preço por ação fixado entre R$42 e R$42,50. O valor foi definido por meio de processo chamado bookbuilding (coleta de intenções de investimento para formar o preço) levantando um total de R$29,29 bilhões.

 

     Considerada a maior oferta de ações na Bolsa brasileira desde 2010, quando ocorreu a megacapitalização da Petrobras levantando R$120 bilhões, a operação irá resultar na privatização da maior empresa do setor elétrico brasileiro. De acordo com agência de notícias britânicas Reuters, a operação brasileira na Bolsa configurou-se como a segunda maior este ano.

 

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      O processo de privatização vinha se arrastando a anos e agora a participação da União na elétrica deve cair de 72% para 45%. O prazo para investidores se manifestarem encerrou nesta quarta-feira (08). A oferta foi aberta para investidores grandes nacionais e estrangeiros e também abastecida com recursos do FGTS. O Governo autorizou o uso de até 50% do valor da conta vinculada ao FGTS para que trabalhadores participem da operação.

 

     Os bancos que lideram a oferta são BTG Pactual, Bank of America, Goldman Sachs, Itaú BBA, XP, Bradesco BBI, Caixa Econômica Federal, Citi, Credit Suisse, JPMorgan, Morgan Stanley e Safra.

 

     Segundo O Globo, pelo cronograma do governo, as novas ações da Eletrobras começarão a ser negociadas na B3 na próxima segunda-feira, quando os investidores pagarem os valores referentes à reserva. As ADRs na Bolsa de Nova York começarão a ser negociadas na sexta-feira. Com a demanda acima do esperado, haverá um rateio entre quem fez reserva pelas ações.

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