A taxa de desemprego no Brasil caiu para 9,8% no trimestre encerrado em maio. O levantamento foi feito pela Pesquisa Nacional por Amostra de domicílios Contínua (Pnad) e divulgado pela IBGE. De acordo com o instituto, essa é a menor taxa para o mesmo período desde 2015 com queda de 1,4 ponto percentual.
Cerca de 211 mil domicílios foram entrevistados em 26 estados e no Distrito Federal. O estudo verificou que atualmente ainda há cerca de 10,6 milhões de pessoas acima de 14 anos procurando por uma oportunidade no mercado de trabalho. Mas o crescimento da população ocupada foi mais relevante chegando a 97,5 milhões de brasileiros, o maior número da série histórica, iniciada em 2012.
Seja membro do Ranking dos Políticos. Contribua a partir de R$10 por mês.
“Foi um crescimento expressivo e não isolado da população ocupada”, diz Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE.
O número de empregados com carteira assinada também subiu 2,8% em relação ao período anterior. Na comparação anual, o avanço é de mais de 3,8 milhões de pessoas (12,1%). Do quantitativo de pessoas consideradas ocupadas a taxa de trabalho na informalidade foi de 40,1%, ou seja, 39,1 milhão de pessoas.
Já em relação ao rendimento real habitual, no mesmo trimestre analisado o valor ficou em torno de R$2.613 representando estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas queda de 7,2% em comparação ao mesmo período no ano passado.