A possível missão de ranquear políticos

       No imaginário popular, mensagens e ligações na madrugada são notícias ruins. Em nosso caso, não passa de ligações e mensagens de parlamentares perguntando qual o posicionamento do Ranking dos Políticos em determinada votação, ou, porque outro parlamentar está a sua frente. Há ainda aqueles que perguntam a motivação em terem perdido ou ganhado posições.

     Criado por Alexandre Ostrowiecki e Renato Feder, dois jovens empresários insatisfeitos com os rumos que o país estava tomando e que enxergaram o verdadeiro poder do legislativo federal, e com direção geral de Glaucio Dias, o Ranking dos Políticos nesses dez anos de existência vivenciou e ajudou diversas transformações no país.

      Na criação do teto de gastos, nós estávamos lá. Na aprovação de reformas estruturantes, como a previdenciária e a trabalhista, lá estava o Ranking também. Nosso papel é mostrar para a população um retrato fidedigno da atuação do parlamentar. Se um deputado x foi condenado pela justiça, gasta de forma desenfreada seus recursos e vota a favor de pautas que desequilibram as contas públicas e protegem castas privilegiadas da nossa sociedade, certamente não estará em posição boa no Ranking dos Políticos.

     É fato: o legislativo é subestimado por nossa população. As atenções estão sempre voltadas quase que exclusivamente para o poder executivo.

     Façamos um teste: você se lembra em quem votou para deputado federal e senador nas últimas eleições? Se respondeu sim, pode se considerar uma exceção. A esmagadora maioria (79%, segundo pesquisa) não se lembra em quem votou para o Congresso. E para governador e presidente? Mais fácil, né? Certamente o índice de lembrança de voto é bem maior para os cargos executivos.

     É fundamental mudarmos esse quadro, pois fica cada vez mais evidente que a qualidade do Congresso é um fator crucial para definir o sucesso ou fracasso de um governo, afetando diretamente a vida de milhões de brasileiros.

    Infelizmente, identificamos alguns aspectos que indicam uma grande dificuldade para essa missão no curto prazo. Por exemplo, no dia 2 de outubro de 2022 os brasileiros votarão cinco vezes:

   Ou seja, cada eleitor terá que apertar 22 vezes os botões da urna eletrônica (incluindo a tecla “confirma” para cada voto) para escolher seus novos – ou velhos – representantes a partir de 2023.

    Será que o eleitor médio será capaz de memorizar tantos números? Mesmo que faça uma “colinha”, será que vai se dedicar para estudar as melhores opções, entre tantos candidatos, para cada uma das vagas em disputa? É pouco provável…

   Tal situação, em conjunto com o atual cenário de polarização e incertezas em torno da corrida presidencial, colabora para que as eleições do Congresso mais uma vez fiquem em segundo plano nas discussões políticas do dia a dia.

    Além disso, as mudanças na regra eleitoral – com o tempo de campanha mais curto e o financiamento público, que certamente serão controlados pelos grandes caciques dos partidos – contribuem para que a renovação do legislativo seja algo muito difícil de acontecer.

    Assim, é possível que tenhamos muitos votos nas legendas dos partidos, ou que os eleitores acabem escolhendo os candidatos mais famosos, muito mais fáceis de serem lembrados do que as novas opções.

   Nesse cenário, o Ranking dos Políticos aparece justamente como uma ferramenta para ajudar o eleitor no processo de escolha entre os candidatos que tentam a reeleição.

  Nossa métrica se baseia em três pilares: contra todo e qualquer tipo de corrupção; contra o desperdício de dinheiro público e favoráveis a melhora fiscal do país; análise aprofundada dos votos de cada parlamentar sobre pautas estruturantes e que mudem a realidade da nossa população, bem como a autoria e a relatoria de projetos relevantes.

    Hoje, o Ranking é uma grande ferramenta que o eleitor terá para decidir seu voto. Basta entrar em nosso site e verificar, assim como nos boletins escolares, as notas de cada um dos deputados e senadores (que variam de 0 a 10).

     Acompanhamos dez anos de transformação no Brasil, mas ainda há muito a ser feito. Contamos com sua ajuda para que, na urna, possa mandar para Brasília bons representantes – que venham a estar bem no Ranking – e que nos ajude a transformar, para melhor, o nosso país!

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