Dificuldades do Brasil no enfrentamento à corrupção

    Nunca se ouviu tanto a palavra corrupção como nos últimos anos, anualmente bilhões de reais são desviados dos cofres públicos. Mas essa prática não é exclusividade de quem está dentro da máquina pública. É totalmente perceptível que a sociedade de um modo geral não aceita moralmente à corrupção, mas boa parte da população acaba sempre praticando em menor ou maior grau algum ato corrupto.

    A grande dificuldade no enfrentamento à corrupção é caracterizada por alguns pontos: temos um sistema frágil e falho; grande tolerância à crimes considerados não violentos; excesso de burocracia que dificulta as fiscalizações; uma cultura de anticorrupção fraca; penalidades brandas e pouco cumpridas e muito protecionismo.  Um estudo realizado por universidades do Estados Unidos colocou Brasil na 26ª posição no ranking de honestidade.

    A Transparência Internacional divulgou dados do Índice de Percepção da Corrupção e o resultado do Brasil deixou a desejar. Dos 180 países e territórios avaliados o Brasil ocupa a 96ª posição ao somar apenas 38 pontos. Com um desempenho considerado ruim (38 pontos) o Brasil ficou abaixo de todas as médias avaliadas: Média global – 43 pontos; média dos BRICS – 39 pontos; média regional para a América Latina – 41 pontos; média dos países do G20 – 54 pontos e média dos países da OCDE – 66 pontos.

    Os dados são de um dos principais indicadores de corrupção do mundo feito a partir de uma combinação de 13 fontes de dados de 12 instituições independentes especializadas em governança e análise de ambientes de negócios. Para o levantamento foram produzidos questionários criteriosamente elaborados com notas de 0 a 100, quanto maior a nota, maior é a percepção de integridade do país. Pontos analisados:

  • Propina;
  • Desvio de recursos públicos;
  • Prevalência de funcionários usando cargos públicos para ganhos privados sem enfrentarem maiores consequências;
  • Habilidade dos governos para conter a corrupção e aplicar mecanismos efetivos de integridade no setor público;
  • Burocracia e sobrecarga burocrática excessiva que podem aumentar as oportunidades de corrupção;
  • Nepotismo x meritocracia nas nomeações do setor público;
  • Processo criminal efetivo para funcionários públicos corruptos;
  • Leis adequadas de transparência financeira e prevenção de conflito de interesses para funcionários públicos;
  • Proteção legal a denunciantes, jornalistas e investigadores, quando reportam casos de propina e corrupção;
  • Captura do Estado por interesses escusos;
  • Acesso da sociedade civil a informações de caráter público.

 

    A corrupção é o maior foco de atraso e desenvolvimento do país, para mudar essa realidade é necessário combate-la em todos os níveis. Não importa se está vindo do seu vizinho com pequenos atos ou de algum representante do Estado, é necessário demonstrar que esse tipo de pratica não é mais tolerada.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *