Nos bastidores do Congresso Nacional deputados e senadores pressionam os presidentes das Casas para forçar um ajuste salarial. A proposta aumenta os salários dos parlamentares em 9% fazendo o vencimento saltar de R$33,7 mil para R$36,8 mil mensais.
Após ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizarem o aumento de 18% em seus salários, deputados e senadores começaram uma corrida para pressionar os presidentes da Câmara e do Senado para também ter direito a reajuste. Com a campanha eleitoral em andamento a medida ficará parada até o fim das eleições. Como o Congresso não pode promover reajuste durante o mandato atual o texto terá de ser aprovado neste ano para começar a valer na próxima legislatura.
Enquanto a média salarial do trabalhador brasileiro fica em torno de R$1.898 reais os parlamentares com seus altíssimos salários recebem ainda uma série de benefícios para o exercício do mandato: Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar podendo chegar a R$ 45.612,53; verba destinada à contratação de pessoal de até R$ 106.866,59; auxílio-moradia: R$ 4.253; auxilio saúde; cota gráfica; ajuda de custo e aposentadoria.
Segundo levantamento do Estadão, os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), já trataram do assunto. Foi apurado que eles combinaram de não antecipar a discussão para evitar que a pressão aumente em período de campanha.