As eleições de 2022 bateram recorde de candidaturas femininas registrando aumento de 2,7% em relação a 2018. Aos poucos as mulheres ganham espaço no cenário político brasileiro. Porém, segundo levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU) o Brasil tem apenas 14,8% de representantes mulheres em cargos políticos.
As mulheres correspondem a 53% do eleitorado do Brasil, ou seja, elas somam mais de 82 milhões de votos. Em 2022 cerca de 33,3% das candidaturas nas esferas federal, estatual e distrital são de mulheres. Porém, mesmo sendo a maioria da população votante o número de mulheres na política ainda cresce devagar. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, nas eleições de 2022 cerca de 9.397 mulheres estão registradas para concorrer algum cargo político, enquanto as candidaturas masculinas chegam a mais de 20 mil inscrições.
A maioria das mulheres que ocupam posições de liderança política normalmente defendem questões como igualdade de gênero e trabalham em pautas como direito das crianças, gestantes, combate à violência doméstica, licença parental, carreira, entre outras. Atualmente, no Senado Federal elas ocupam17,28% das cadeiras. Já na Câmara dos Deputados representam apenas 15%.
De acordo com o Mapa das Mulheres na Política 2020 realizado pela ONU e pela União Interparlamentar (UIP), o Brasil ocupa a 140º posição no ranking de representação feminina. O estudo divulgado pelo Senado mostra que em 27 países as mulheres representam menos de 10% dos parlamentares, 04 sequer possuem alguma representante (Vanuatu, Iêmen, Papua-Nova Guiné e Micronésia).
A participação das mulheres nos parlamentos é de cerca de 25%. Nosso país fica abaixo da média, com apenas 14,8% de representantes mulheres. Para a ONU se continuarmos nesse ritmo a igualdade de gênero nos órgãos legislativos brasileiros não será alcançada antes de 2063. O estudo divulgado pelo Senado mostra ainda que existem apenas 26 mulheres atuando como chefes de Estados ou de governo em 24 dos 193 países analisados. A igualdade de gênero nas posições mais altas do poder não será alcançada nos próximos 130 anos.
Segundo levantamento da Agência Senado dos 32 partidos políticos brasileiros, apenas seis são presididos por mulheres: PT, com a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR); PCdoB, com Luciana Santos (vice-governadora de Pernambuco); PRTB, com Aldinea Fidelix; Podemos, com a deputada federal Renata Abreu (SP); PMB, com Suêd Haidar; e Rede Sustentabilidade, com a ex-senadora Heloísa Helena.