Mais da metade dos federais candidatos à reeleição que utilizaram “reembolso saúde” foram reeleitos

     Dos 286 deputados federais que tentaram a reeleição e usufruíram do reembolso saúde na atual legislatura, 190 conseguiram renovar o mandato e 96 falharam. O apontamento é do Ranking dos Políticos, plataforma que monitora todos os 594 parlamentares do Congresso Nacional e os classifica com notas de zero a dez conforme performance em três critérios: combate à corrupção, a privilégios e a desperdícios na máquina pública.

      Além deles, outros 19 deputados federais que desfrutaram do benefício optaram por não disputar as eleições deste ano. Três faleceram e mais 28 parlamentares escolheram disputar outros cargos públicos. Veja a lista detalhada abaixo.

 

Reembolso saúde

    De 2019 a julho de 2022, 336 dos 513 deputados federais utilizaram do benefício. O índice é de 65,5% da Câmara dos Deputados, ou seja, mais da metade dos congressistas. As despesas médicas dos deputados durante a 56ª Legislatura totalizaram cerca de R$ 21,6 milhões de reais. A quantia é equivalente ao valor diário para manter em torno de 864 leitos na UTI e equivalente à instalação de cerca de 12 leitos (R$ 180 mil cada). O ano que mais gastaram com a indenização de saúde foi 2021, com R$ 7.860.256,06 usados para fins médicos.

    São despesas reembolsáveis: atendimento ambulatorial ou hospitalar, incluindo quimioterapia e radioterapia; exames complementares de diagnóstico; assistência domiciliar; assistência prestada por médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais; remoção para outro centro clínico, quando caracterizada a emergência ou a urgência e a inexistência de condições técnicas locais; órteses e próteses; e assistência odontológica.

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