CPMI do 8 de janeiro rejeita convite a Dino e convocação de Gonçalves Dias

Também foi rejeitada a convocação do ex-diretor da Abin e retirado o requerimento de convite ao ex-interventor da Segurança no DF

 

Apesar das 35 convocações aprovadas, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos criminosos de 8 de janeiro rejeitou, nesta terça-feira (13), convidar para depor o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino. Já a convocação do ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias, foi rejeitada.

 

Gonçalves Dias chefiou o órgão já no governo Lula, mas deixou o cargo após a divulgação de imagens que mostraram que ele estava dentro do Palácio do Planalto durante as invasões de 8 de janeiro.

 

Também foi rejeitada a convocação do ex-diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Lula, Saulo Moura da Cunha, enquanto foi retirado – não votado – o requerimento de convite ao secretário-executivo da Justiça, Ricardo Cappelli, que atuou como interventor da Segurança Pública do Distrito Federal e ex-ministro interino do GSI.

 

As decisões foram alvo de reclamações por oposicionistas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já que os pedidos não votados ou rejeitados tinham como alvo pessoas ligadas ao atual governo. Já as convocações aprovadas miram, em maioria, pessoas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

A relatora da CPMI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), não descartou convocar uma nova sessão para votar outros requerimentos de convocação ou convite, a exemplo do general Gonçalves Dias. O presidente do colegiado, deputado Arthur Oliveira Maia (União-BA), considerou negativa a decisão do colegiado.

“Como presidente da CPMI sou responsável por pautar os requerimentos, mas quem decide pela aprovação ou rejeição é o Plenário. Registro que considero ruim para a credibilidade dos trabalhos a rejeição de requerimentos para ouvir pessoas que estão no centro dos episódios de 8/1”, declarou por meio de nota.

Veja abaixo a lista completa dos 35 convocados na CPMI do 8 de janeiro:

  1. Adauto Lucio de Mesquita, empresário, suspeito de financiar os atos
  2. Ainesten Espírito Santo Mascarenhas, empresário e engenheiro, apontado como financiador dos atos
  3. Ailton Barros, militar da reserva preso na operação sobre falsificação de dados de vacinação de Bolsonaro e que gravou mensagens sugerindo golpe de Estado
  4. Alan Diego dos Santos, preso por participação na tentativa de atentado a bomba no aeroporto
  5. Albert Alisson Gomes Mascarenhas, empresário que gravou vídeo convocando para subida da rampa do Congresso
  6. Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal
  7. Antônio Elcio Franco Filho, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde e que tratou de golpe de Estado em conversas identificadas pela PF
  8. Argino Bedin, produtor rural e suspeito de financiar os atos
  9. Augusto Heleno Ribeiro, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional
  10. Diomar Pedrassani, empresário, suspeito de financiar os atos
  11. Edilson Antonio Piaia, empresário, suspeito de financiar os atos
  12. Fábio Augusto Vieira, ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal
  13. Fernando de Souza Oliveira, ex-secretário Executivo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal
  14. George Washington de Oliveira Sousa, preso por envolvimento no atentado a bomba ao aeroporto de Brasília
  15. Gustavo Henrique Dutra de Menezes, ex-chefe do Comando Militar do Planalto (CMP)
  16. Jeferson Henrique Ribeiro Silveira, motorista do caminhão-tanque onde a bomba foi colocada para explodir no aeroporto
  17. Jorge Eduardo Naime, ex-chefe do  Departamento Operacional da Polícia Militar do Distrito Federal
  18. Jorge Teixeira de Lima, delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF)
  19. José Carlos Pedrassani, empresário
  20. Joveci Xavier de Andrade, empresário, suspeito de financiar os atos
  21. Júlio Danilo Souza Ferreira, ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal
  22. Leandro Pedrassani, empresário
  23. Leonardo de Castro Cardoso, diretor de Combate à Corrupção e Crime Organizado (Decor) da Polícia Civil do Distrito Federal
  24. Marcelo Fernandes, delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF)
  25. Márcio Nunes de Oliveira, ex-diretor-Geral da Polícia Federal
  26. Marília Ferreira de Alencar, subsecretária de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Distrito  Federal
  27. Mauro Cesar Barbosa Cid, tenente-coronel do Exército, ex-ocupante do cargo de Ajudante de Ordens da Presidência da República
  28. Milton Rodrigues Neves, delegado da Polícia Federal
  29. Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra, coronel da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e ex-chefe interino do Departamento de Operações (DOP) da PMDF
  30. Roberta Bedin, empresária, suspeita de financiar os atos
  31. Robson Cândido da Silva, delegado-geral da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF)
  32. Silvinei Vasques, ex-diretor-Geral da Polícia Rodoviária Federal
  33. Valdir Pires Dantas Filho, perito da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF),
  34. Wellington Macedo de Souza, foragido, procurado por participação no atentado a bomba no aeroporto de Brasília
  35. Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil e ex-candidato a vice-presidente da República na chapa com Jair Bolsonaro

 

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