Existem sindicatos fortíssimos na China desde 1925. Durante décadas, isso não ajudou em nada os centenas de milhões de trabalhadores, que permaneceram miseráveis e explorados.
Nos últimos anos, porém, com o crescimento econômico acelerado, os salários naturalmente começaram a subir e hoje um trabalhador chinês ganha muito melhor que um equivalente brasileiro. Em dez anos, o salário médio real, descontada a inflação, de operário iniciante nas fábricas chinesas subiu 327% e atingiu o equivalente a R$ 1399. Como quase tudo na China custa metade do que custa no Brasil, então o poder de compra é ainda maior.
O mito do “escravo barato chinês” é mais uma daquelas fantasias que tem como objetivo nos tornar mais tolerantes com a nossa própria incompetência. O melhor caminho comprovado mundialmente para melhorar a vida dos trabalhadores é: muito crescimento, muito emprego, patrões desesperados por mão de obra, forçando salários a subirem. Ninguém melhora a vida de ninguém na base da canetada.
Até um país auto-intitulado comunista, como a China, sabe disso.
Fonte: centro estatístico da NBSC
