Está completando um ano que o Senador Davi Alcolumbre (União Brasil/AP) trava na Comissão de Constituição e Justiça do Senado o projeto de lei 6.726/2016 que redefine o que deve e o que não deve ser submetido ao teto remuneratório imposto pela Constituição para todo o funcionalismo público. O texto que lista os tipos de pagamentos que podem ficar fora do teto do funcionalismo já foi aprovado na Câmara dos Deputados e agora aguarda o Senador definir o relator da proposta para que a pauta avance.
A elite do funcionalismo trafega na contramão da realidade do brasileiro. O fim dos supersalários é praticamente uma unanimidade entre a população brasileira. Um estudo encomendado pelo Movimento Pessoas à Frente e realizado pelo Datafolha mostra que cerca de 93% da população, ou 9 em cada 10 pessoas, defendem o fim dos privilégios e a redução dos salários para que não ultrapassem o teto constitucional.
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Em 2021 mais de 4 mil magistrados ultrapassaram o teto e cerca de 200 deles receberam mais de R$100 mil por mês. O teto constitucional é o limite de remuneração para servidores públicos estabelecido pela Constituição Federal e medido pelo subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que atualmente é de R$39,3 mil.
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