Ranking dos Políticos pede auditoria do TSE nos institutos de pesquisa do País

Objetivo é esclarecer métodos, ampliar transparência e evitar novos erros para além da margem de erro

 

     O Ranking dos Políticos pediu no final da última terça-feira (4) que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Morais, faça uma auditória sobre os métodos de apuração das pesquisas eleitorais de intenção de voto das principais empresas e institutos do Brasil. O objetivo é saber o motivo dos levantamentos terem ultrapassados a margem de erro, antes e após o resultado do primeiro turno das eleições gerais deste ano.   

    Nas últimas pesquisas eleitorais de intenção de votos para Presidente da República, divulgadas antes do dia 02 de outubro, data das eleições, o Datafolha, Ipec e Quaest deram para o presidente Jair Bolsonaro (PL) o índice de 36% a 39%, sendo que após o término da apuração das urnas, ele teve 43,2%, fora da margem de erro. Sobre o ex-presidente Lula (PT), os institutos projetaram 47% a 53%. 

    “Para saúde da democracia brasileira e em defesa do Estado de Direito, os institutos precisam ter a transparência no método de elaboração e aplicação das pesquisas eleitorais. Nós do Ranking, não vislumbramos nenhum tipo de censura das pesquisas como solução, mas é importante que haja um esclarecimento sobre a diferença das pesquisas com o resultado das urnas e um aprimoramento dos métodos, visando a evitar novos erros como esses. Por isso, buscamos o TSE para se seja realizada essa auditoria”, explica o diretor-geral do Ranking dos Políticos, Gláucio dias.

         O Ranking também enviou cópias do ofício para o Datafolha, Ipec e Quaest explicarem o motivo das projeções terem ultrapassado a margem de erro.

 

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